16 março 2007

amor não é posse

"amar é doar, é libertar, é permitir que o outro tenha a oportunidade de escolher e trilhar o caminho que lhe é próprio. amar é permanecer amando, mesmo sabendo que os caminhos escolhidos são diferentes do nosso" (pai joão de aruanda)

6 comentários:

photographie disse...

"se você deseja reter as almas queridas, através de suas emoções e sentimentos desequilibrados, você se transforma aos poucos em pedra de tropeço para aqueles que você diz amar"

photographie disse...

como eu preciso disso, como preciso me libertar. deixar de ser pedra de tropeço... amar de verdade. será que essa vontade não é genuína!? não é possível... dói!
no fundo de tudo está o tal do chato do medo, que eu só vou perder me expondo. medo de abrir a porta da gaiola e o passarinho não mais voltar. é falta de fé, diria pai joão. e tantos outros pretos velhos. falta de fé em mim.
puta que pariu! como eu quero mudar!
como eu preciso!

Rafael Cavalcanti disse...

Fer, também não adianta fazer das tripas coração... Muita gente vem falando sobre essa questão do amor, que ele tem que ser livre, que tem de deixar ambas as partes à vontade. Mas e o cuidado? E a proteção? A gente deve simplesmente o outro se jogar em qualquer enrascada em nome da liberdade dele?

Como é que fica a questão de se poder contar com o outro? Em nome do respeito à liberdade, vamos cada um fazer os planos cada um na sua, e se convir de se encontrar, tudo bem? Não, acho que não funciona assim. Não deve. Temos que poder contar com o outro. É por isso que somos racionais, é por isso que temos capacidade de escrever e de colocar o abstrato no papel. Para (tentar) estabelecer os limites do aceitável.

Eu, da minha parte, aprendi a esperar qualquer coisa das pessoas, mas não gosto. Preferiria poder contar com a palavra delas, poder confiar plenamente. É impossível, na conjuntura atual.

photographie disse...

putz rafa! é tão complicado encontrar o tal caminho do meio, encontrar o equilíbrio disso tudo!
acho que libertar é preciso, ficar prendendo, controlando por insegurança não dá certo, e isso eu digo por experiência própria!
é importante soltar...
não estou pregando o modelo simone e jean paul (sartre).
acho que a libertação não impede que o carinho e o cuidado existam.
não são excludentes...
acho que é muito importante se sentir seguro em uma relação e saber que podemos contar com o outro. é importante saber conciliar os planos de vida. mas nem sempre isso é possível (uma pena). não dá pra estar junto o tempo todo, não dá pra alguém ceder o tempo todo. por isso a confiança é tão importante! porque com ela dá pra soltar, deixar o outro fazer suas escolhas, sabendo que ele vai voltar quando for a hora, sabendo que se pode contar com ele quando for preciso. mesmo que ele não possa estar ao seu lado naquele momento em que você gostaria.
concordo sobre estabelecer limites, mas isso varia tanto de casal para casal, de pessoa para pessoa, que é bem mais complicado do que parece.
eu também quero muito confiar plenamente. é uma luta diária para isso. morro de medo de ser ferida, magoada, enganada.
mas isso é um engasgo, e eu estou precisando muito me libertar.
e libertar o outro...

Maria disse...

nossa, amiga!! como vc esta!?!! que saudade.. não consegui ir pro centro na segunda, fiquei sem carro... tudo bem c vc!?! beijocas

photographie disse...

também estou com saudade!
eu estou bem (na medida em que a tpm permite)...
na segunda eu vou trabalhar na cantina, acredita!? hehehehe!
vontade de ir no samba, quando vai ter samba no manga-rosa!?