31 março 2007
30 março 2007
é pau, é pedra, é o fim do caminho
"agora que você virou as costas - tento me acostumar com a idéia de ser só metade - mas de qualquer ângulo - é sempre você que me conhece mais" C.
a drinking song
"look at you - you disgust me - giving me no more respect than the images on your TV"
28 março 2007
heartburn
- sabe qual é o problema? não sei ficar triste...
- como assim?
- não sei entender que as coisas muitas vezes são de outro jeito, do jeito diferente do que a gente quer e precisa. não sei esperar passar. não sei entender que a dor às vezes vem e depois passa...
- mas eu também tenho momentos de não-aceitação.
- preciso crescer pra aprender a lidar com isso...
- pra isso que servem os paliativos... quando vc se dá conta, já conseguiu.
- é... enquanto isso mora um abacaxi na minha barriga... e eu fico brava! não consigo aceitar a dor.
- sabe um negócio curioso da língua inglesa? azia é heartburn. existe uma certa ligação entre as coisas do estômago e as do coração.
"as pessoas se libertam. um dia vão embora. e quando é a hora em que está quase acontecendo é uma coisa estranha. parece que o corpo vai se dividindo, a pele vai rasgando, vão se tornando duas a pessoa que era uma só. a imagem no espelho vira as costas e toma outro caminho. cansa de concordar. as panelas, os discos, os livros e os filhos tomam partidos diferentes. a correspondência aprende que são dois novos endereços. de uma janela vê-se montanhas. da outra, pasto. inventam-se novos hábitos, novas palavras. compram-se novas roupas. a música é outra. e logo se confundem por já não saberem mais quem são. ainda assim, dentro não estão separados. são dois corações emendados por umas costuras bonitas, uns pontos feitos à mão. e eu acho que é dor essa coisa estranha que se sente quando o tempo decide que é hora de desatar" (c.)
25 março 2007
solidão
obra de anna guerra
"solidão é lava que cobre tudo - amargura em minha boca - sorri seus dentes de chumbo - solidão: palavra cavada no coração - resignado e mudo - no compasso da desilusão - desilusão - desilusão - danço eu - dança você - na dança da solidão - caméllia ficou viúva - joana se apaixonou - maria tentou a morte por causa do seu amor - meu pai sempre me dizia: meu filho tome cuidado - quando eu penso no futuro não esqueço o meu passado - quando vem a madrugada - meu pensamento vagueia - corro os dedos na viola - contemplando a lua cheia - apesar de tudo - existe uma fonte de água pura - quem beber daquela água não terá mais amargura" (paulinho da viola)
24 março 2007
manuel bandeira
"não aprofundes o teu tédio. não te entregues à mágoa vã. o próprio tempo é o bom remédio: bebe a delícia da manhã"
23 março 2007
16 março 2007
amor não é posse
"amar é doar, é libertar, é permitir que o outro tenha a oportunidade de escolher e trilhar o caminho que lhe é próprio. amar é permanecer amando, mesmo sabendo que os caminhos escolhidos são diferentes do nosso" (pai joão de aruanda)
desespero é o resultado de uma visão errada da vida
"é hora de trabalhar o desapego. nós não somos donos de ninguém. nenhum ser humano é propriedade de outro. acorde, meu filho. o tempo da escravidão já passou. por que se manter algemado a pessoas, objetos ou instituições humanas?" (pai joão de aruanda)
13 março 2007
12 março 2007
desejo a você
elsa & fred. adoro filme de amor, e este é o melhor dos últimos tempos. filme de fazer amar. de fazer repensar o amor. como algo que extrapola tantas miudezas, para findar na essência que torna verdadeira nossa passagem por essa vida. é o que dá sentido. disso eu sempre soube. só que existe um mundo entre saber e realizar. outro dia, alguém (que eu amo muito) tocou meu coração, de forma bem doída, com uma acusação que me comeu por dentro: "eu não sei se você gosta de mim, ou de estar comigo... acho que gosta de me possuir, de me ter como seu". foram as palavras que mais doeram aos ouvidos e ao coração até hoje. a parte boa da história é que essa dor serviu para repensar o modo como tenho demonstrado (e até vivenciado) o meu amor. as dúvidas dentro do coração dessa pessoa tão querida têm uma semente, e fui eu quem plantei. depois de me odiar por alguns dias, me sentindo a pior dos monstros, assisti elsa & fred, na companhia da minha vó (aliás, foi ela quem me indicou o filme). percebi que o amor é como uma fruta de casca dura, difícil de abrir, mas com a polpa mais deliciosa do planeta! vale o esforço de se despir de todos os medos para viver um grande amor. eu sempre fui muito insegura. insegurança é medo de perder. e medo é quase certeza... para proteger meu amor empreguei a pior das técnicas: ciúme e possessividade. o que ganhei com isso? muita dor, e nenhuma segurança. mas tudo bem, passou. hoje inicio os primeiros passos na direção do auto-perdão. na busca por um amor puro e verdadeiro, com base na ciência de que o amor que eu tenho neste peito vale mais que qualquer rabo de saia rebolante que cruze o caminho dele. na esperança de que juntos realizaremos nossos sonhos, como elsa & fred.10 março 2007
amores
"quanto mais eu amo e sou fiel, mais livre me sinto. quanto mais eu dedico o meu desejo somente a uma pessoa, mais liberdade eu experimento. (...) sejamos grandes. a favor da coragem de meter a mão nas feridas, nos problemas, nas dificuldades e se reinventar dentro da relação. ou não, e ter a coragem de assumir a falência, e romper e partir pra outra. a dor muitas vezes é civilizadora, luto não mata" (antonia pellegrino)
"você deseja ser única e especial e acredita que pode ser tudo isso para a pessoa que ama, o que é uma baita ilusão romântica. achamos que, quando encontramos alguém, ele vai esquecer todo mundo, o passado, as outras pessoas e só olhar para a gente" (trecho de entrevista com a antropóloga miriam goldenberg) 08 março 2007
07 março 2007
troubled mind
foto: Klaus Mitteldorf
perdoa o mau jeito. tentar te carregar comigo para o fundo do pânico. queria socorro. por isso gritei. queria te fazer sentir comigo. alucinei. engasguei com o medo. tropecei em birras. me entreguei à dor. por isso berrei. angústia. queria te fazer sentir. queria que você me salvasse. queria você. queria o que estava escapando de mim. queria o controle que nunca tive. a segurança em um abraço. doía de contorcer. agora dói de secar por dentro. por isso, socorro.
o mundo é um moinho
06 março 2007
milagres acontecem!
Nem eu acredito! Mas estou acordando cedo todos os dias para malhar! Pasmem! Logo a criatura mais avessa à academias, musculações, malhações, enfim: inimiga de tudo que faz suar! Eu era (até semana retrasada) e sempre fui a rainha do sedentarismo. Gosto (ou melhor, gostava) de acordar tarde, ficar deitada em frente à tv devorando caixas de bis. Detestava me mexer. E agora o dia começa com uma disposição que até então desconhecia. E finalmente descobri que aqui dentro desse corpinho (ainda em forma de quibe, mas por pouco tempo!) existe a tal serotonina que desperta bem no meio das aulas de power pool, body balance, bola suíça, dança de salão e até no meio daquela coisa chata que é e sempre será a musculação! Espero que dure pra sempre, ou por pelo menos três meses, o que corresponde à duração do meu plano na academia milagrosa.
05 março 2007
03 março 2007
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